Coleta de Embriões

A tecnologia baseia-se na escolha das melhores matrizes do rebanho para serem superovuladas e coletadas. Desta maneira, serão multiplicadas rapidamente. a média de embriões viáveis por coleta é 6, sendo que existem doadoras excepcionais. Como exemplo, podemos citar o nosso recorde de 56 embriões viáveis em apenas uma coleta, a recordista foi uma doadora holandesa do criador Luiz de Moraes Barros que foi adquirida por Rodolfo Rosas Alonso. Porém, a média mais alta foi de 18,9 embriões viáveis em 10 coletas de uma doadora jersey, importada dos EUA pelo criador Aloysio Faria.

Por que usar a TE?Voltar para o topo

A coleta e transferência de embriões é uma ótima ferramenta para o aprimoramento genético e a padronização de um rebanho em um curto espaço de tempo. Só teremos um rebanho padronizado se multiplicarmos as melhores famílias. Evitando dar continuidade às linhagens inferiores. Os maiores erros cometidos referem-se à permanência de animais improdutivos no rebanho, os quais serão inseminados com touros inferiores geneticamente, resultando em uma nova geração sem ganho genético, mantendo o rebanho heterogêneo. Mesmo utilizando touros provados, quantas gerações demoram para que os descendentes de um animal fraco melhorem e alcancem produção e tipo aceitáveis, somente com o uso da inseminação?

Como escolher a DoadoraVoltar para o topo

A escolha da doadora é de fundamental importância, pois se não formos criteriosos, iremos multiplicar animais sem lastro genético, isto é, que não sejam provenientes de famílias produtivas e conhecidas. Um exemplo: um animal que tenha avós e mães com capacidade de imprimir nas gerações seguintes as boas características genéticas (produção, saúde, tipo) é um animal com lastro. Este animal produzirá durante sua vida, com sorte, 3 a 4 fêmeas. Ao associarmos a técnica da TE, este mesmo animal poderá produzir antes do primeiro parto este número de bezerras, considerando que a cada coleta a doadora produz de 1,5 a 2 gestações de fêmeas. Usando o programa de TE continuamente (a cada lactação), este animal produzirá de 15 a 20 fêmeas em sua vida reprodutiva. Multiplicando este volume por 10, logo poderemos encher os estábulos com animais altamente produtivos.

Perguntas que devem ser feitas antes de escolher as candidatas: Qual a idade e peso? Vaca ou novilha? Última parição? Teve ou tem problema reprodutivo? Último cio? Qual o histórico de coletas? Sempre sugerimos coletar vacas em lactação desde que se respeite o período mínimo entre o parto e o início da superovulação que deve ser de 90 dias, os animais devem receber nutrição balanceada e apresentar escore corporal adequado, a nutrição e o manejo não devem sofrer mudanças por pelo menos 30 dias antes de as doadoras entrarem no programa de TE. As doadoras em lactação devem entrar no período seco, de preferência prenhes. Os trabalhos de TE continuam na próxima lactação.

As vacas de corte também costumam ser superovuladas 100 dias após o parto. O ideal sempre é secar as vacas já prenhes, o que torna os animais saudáveis e longevos. Caso o criador não queira que haja tanta interferência na lactação de vacas doadoras sugerimos coletar novilhas. As novilhas deverão ser coletadas por volta dos 13 meses de idade e devemos respeitar o número de 2 a 3 coletas, no máximo. Após estas coletas, devemos inseminá-las para que não atrasem muito o primeiro parto e se tornem um problema reprodutivo.

A superovulação não encurta a vida reprodutiva das fêmeas porque os oócitos extras irão entrar em atresia de qualquer forma. No caso das novilhas, a dificuldade de emprenhar deve-se ao fato do animal passar do peso e da idade ideal para a 1ª inseminação. Por isso, é indicado um número menor de coletas.

SeleçãoVoltar para o topo

Vale à pena lembrar que a seleção é a grande saída para padronizar um rebanho e melhorar os ganhos nesta atividade. Com o uso da coleta e sexagem de embriões podemos bloquear ou, ao menos, diminuir a multiplicação de animais indesejáveis. Estes animais consomem as mesmas dietas e quantidades, ocupam os mesmos espaços, porém são menos produtivos. O melhoramento genético de um animal que produza 8500 kg é demorado, são necessárias algumas gerações para que seus descendentes produzam 11000 kg. Isto só é possível se fizermos um acasalamento correto, associado ao manejo adequado. Com o uso da TE o tempo para multiplicação dos melhores animais é bem menor. Esta é a parte onde podemos usar estas técnicas a nosso favor.

ExpectativasVoltar para o topo

A pergunta mais freqüente é: O que se esperar das coletas e dos índices de prenhes? Geralmente, a resposta baseia-se em uma média de muitas coletas e transferências. Estas médias são obtidas a partir de sucessos e falhas. Vacas reprodutivamente normais, que tiveram seu último parto há pelo menos 6 meses, dão em média de 5 a 6 embriões/coleta. As novilhas são mais imprevisíveis, podendo dar de 7 a 8 embriões/coleta. De 5 a 10% das coletas dão resultado zero e 40% das doadoras são responsáveis pela produção de 70% dos embriões viáveis.

Existem vários fatores determinantes que influenciam na qualidade das doadoras tais como: população de folículos, touros, manejo, genética e habilidade da doadora em responder aos tratamentos de superovulação. Sempre se tenha em mente que o sistema biológico não está sob o nosso completo controle. Enfatizamos que algumas vezes, podemos coletar muito mais, mas também, temos os dias de resultado zero. Desde 1985, trabalhando com TE, podemos garantir que o volume de transferências já ultrapassou 50.000 embriões e mais de 20.000 congelamentos. A nossa média geral (considerando várias fazendas) é de 6 embriões viáveis/coleta com taxas de prenhes de 60% para TE a fresco, 45 a 50% para descongelamentos e 50 a 55% para embriões sexados.

Vantagens e DesvantagensVoltar para o topo

Toda fêmea nasce com cerca de 200.000 oócitos nos seus ovários. Com o uso da TE podemos explorar esta carga genética. Ao abrirmos mão desta técnica, deixamos de utilizar o potencial genético da fêmea. A cada dia, cerca de 10 a 20 folículos iniciam seu crescimento no ovário, a maior parte deles sofre atresia e poucos maturam e são ovulados.

Potencialização do SêmemVoltar para o topo

Cada doadora consome, por programa de coleta, 2 doses de sêmem. Em média, teremos 6 embriões viáveis/coleta com 1,5 gestações de fêmea/coleta. Na inseminação precisamos de 4 doses de sêmem para obter 1 gestação de fêmea, ou seja, precisamos de 400 doses para gerarem 100 fêmeas, com a TE e sexagem serão necessárias 200 doses para produção de 150 fêmeas com padrão genético superior! O rebanho de reposição será formado por animais padronizados e de qualidade superior, facilitando o descarte de animais improdutivos que só permanecem no rebanho por não ter outro melhor para substituí-los.